3% (Filmow)

    Tinha ficado curiosa com essa série pela temática bem diferente do que costumamos encontrar em produções brasileiras e por ser produzida pelo Netflix, mas acabei não gostando. 
    Achei que ela é uma mistura de várias distopias que estão famosas no momento, mas isso nem foi meu problema principal, já que no geral essas histórias guardam muita semelhança entre si. A primeira grande falha, para mim, foi a falta de propaganda e divulgação da vida no Maralto. Eu acho que se você quer convencer alguém de que uma coisa é boa, tem que fazer muita propaganda nesse sentido. Ninguém sabia quem tinha passado ou não no Processo e o que acontecia depois disso. Eu pensaria que talvez esse Processo pudesse ter finalidades bem diversas das que eram divulgadas e poderia, por exemplo, ser uma forma de eliminar uma parte da população, já que o mundo estava em crise.
    Também não gostei nada das atuações, com exceção de algumas poucas. Talvez a culpa maior fosse do roteiro e das falas forçadas. Teve um dia que eu estava assistindo e minha irmã me perguntou por que eu estava vendo Malhação. 
    E por fim, os testes do processo não me convenceram nem um pouco. Tudo parecia uma grande entrevista de emprego com dinâmica em grupo e acho que para escolher as pessoas mais fodas da população, ia precisar de alguma coisa além disso. 

Jantar Secreto


Número de Páginas: 360
Editora: Companhia Das Letras
Autor: Raphael Montes






E eis que eu resolvi me aventurar de novo em um livro do Raphael Montes mesmo prometendo a mim mesma que não faria isso após as experiências não tão boas que tive anteriormente (minha opinião, a maioria das pessoas adora os livros dele). Mas como minha curiosidade é maior que tudo, principalmente se tratando de temas polêmicos, não resisti. 



Número de Páginas: 272
Editora: Record
Idioma: Português
Autor: Katherine Mansfield
Tradução: Mônica Maia
Seleção de Textos: Flora Pinheiro

Livro recebido em parceria com o Grupo Editorial Record
Sou uma leitora novata quando se trata de contos, mas estou tentando mudar isso de uns tempos pra cá. Eu não sei o quanto Katherine Mansfield é famosa, mas eu não a conhecia e fiquei bem curiosa por ver uma opinião positiva da Virginia Woolf sobre sua obra. Não que eu já tenha lido Virginia Woolf também, mas sei de sua importância na Literatura e o quanto ela é querida por muitos leitores.


Eu demorei muito tempo para decidir escrever de verdade esse texto, assim como demorei muito para finalmente aceitar que eu não estava bem psicologicamente e buscar ajuda. 
As coisas foram começando devagar e sempre achava que era só um dia ruim e iria passar. Só que nunca passava. Por muito tempo achei que era fraqueza da minha parte ou que eu tinha me tornado uma pessoa preguiçosa e desinteressada pelas coisas. E de fato o desinteresse estava ali...em tudo. As coisas que antes eram prazerosas para mim, passaram a não me dar prazer nenhum. Tudo que eu sentia era um vazio enorme. Nada mais parecia ter graça ou me deixar feliz de verdade. Apesar de que dificilmente qualquer pessoa perceberia isso. Já que quase sempre estou rindo e conversando normalmente. Mas isso exige um esforço enorme. Não vou falar que eu nunca consigo me sentir bem ou me divertir. Isso acontece. Mas dura pouco e logo já começo a ficar ansiosa, agitada, o ar se torna pesado e difícil de ser respirado...mas continuo o que eu estou fazendo normalmente. Eu fiquei boa em usar uma "máscara social". Até por isso foi difícil para eu admitir para mim mesma que não estava bem. Afinal eu continuava fazendo as minhas atividades rotineiras, saindo de vez em quando. Só podia ser frescura da minha parte. 


Número de Páginas: 238
Editora: Record
Idioma: Português
Autor: Tess Gerritsen
Tradução: Márcio El-Jaick

Livro recebido em parceria com o Grupo Editorial Record



Sinopse: No ambiente frio e sombrio de um antiquário em Roma, a violinista americana Julia Ansdell depara com uma partitura intrigante — a valsa Incendio — e é imediatamente atraída pela peculiar composição. Carregada de paixão, tormento e de uma beleza arrepiante — e aparentemente inédita aos olhos do mundo —, a valsa com seu tom menor fúnebre e seus arpejos febris parece ter vida própria. Determinada a dominar a obra complexa, Julia decide ser o instrumento que fará com que sua melodia seja ouvida.
Já de volta à Boston, no instante em que o arco de Julia começa a ser deslocado pelas cordas do violino, desenhando no ar aquelas notas intensas, algo sinistro é despertado — e a vida de Julia fica sob ameaça iminente. A música parece exercer um efeito inexplicável e macabro sobre sua filha pequena, que se mostra drasticamente transformada. Convencida de que a melodia hipnótica de Incêndio está desencadeando uma maldição, Julia decide investigar a história por trás da partitura e encontrar a pessoa que a compôs. Suas buscas a levam à milenar cidade de Veneza, onde Julia descobre um segredo sinistro de várias décadas envolvendo uma família perigosamente poderosa que fará de tudo para impedir que ela revele a verdade ao mundo — custe o que custar.
Eu imaginava que esse livro seria um romance policial, mas não me perguntem o porquê cheguei a essa conclusão, já que a sinopse não dá a entender isso. Talvez seja por conta do outro livro que li da autora, O Cirurgião. Mas mesmo sendo um pouco diferente do que eu esperava, esse livro me prendeu do começo ao fim. Na contracapa, há uma citação que diz "Eu desafio você a ler o primeiro capítulo e não chamuscar os dedos enquanto lê o restante." e de fato a história já me ganhou no primeiro capítulo.