Com a ajuda do irmão, Lily cria uma série de tarefas num caderno vermelho. Quem o encontrar, deve aceitar ou não seus desafios. Quando Dash encontra o livro, os dois ousam trocar sonhos e desejos nas páginas do caderninho que será achado e perdido sucessivamente nos mais diferentes locais da cidade.
Palavras. Às vezes, elas podem ser armadilhas, armas, armaduras. Outras, armistício. Sim, nesse jogo de prefixos e sufixos, elas iluminam e enlevam. E, no caso de Dash e Lily, se tornam cupidos, cúmplices, culpadas. Ou, simplesmente, matéria de sonho. Neste conto de fadas moderno, um caderninho vermelho busca um lobo hostil e, na aventura do encontro, os dois vagueiam pela floresta dos significados profundos e do amor verdadeiro, com a ajuda dos mais insuspeitos coadjuvantes.


Número de Páginas: 356
Autora: David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Idioma: Português

Livro cedido em parceria com o Grupo Editorial Record
Tenho que começar essa resenha discordando um pouquinho da sinopse. Na verdade, Lily é meio que empurrada pelo irmão para fazer esse caderninho de desafios e encontrar com ele um possível namorado. Lily e Langston, seu irmão mais velho, estão passando a semana do Natal sozinhos em casa, já que seus pais foram para as Ilhas Fiji comemorar o aniversário de casamento. Como Langston está com um namorado novo, Benny, e pretende passar cada segundo possível com ele, acha que está na hora de Lily arrumar um namorado também. Então, ele e Benny bolam a história do caderninho vermelho e acabam convencendo Lily a prosseguir com o plano. O egoísmo de Langston me tirou do sério durante quase todo o livro. 

Lily é uma menina de 16 anos, considerada doce e delicada por sua enorme família, recebendo até o apelido de ursinha Lily. Ela retribui da mesma maneira esse amor e tem mais facilidade para fazer amizade com cachorros do que com pessoas. Ela ama o Natal e todas as tradições que vêm com ele: assar biscoitos, cantar canções natalinas, jantar com a família e trocar presentes. Por isso não está tão feliz com o Natal que está passando.

Sou uma garota legal. Uma garota tranquila (exceto pelas cantigas natalinas). Tiro boas notas. Sou a capitã do time de futebol da escola. Amo minha família. Não sei nada do que é considerado "cool" na cena downtown. Na verdade, sou bem chata e nerd, e não de um jeito hipster irônico. 

O caderninho é deixado na Strand, uma famosa livraria de Nova York. Lá ele é achado por Dash, que considera o Natal a época mais detestável do ano e só está tentando passar seu feriado da forma mais tranquila possível. Seus pais são divorciados e ele conseguiu enganar ambos: falou para o pai que ficaria com a mãe e para ela que ficaria com o pai. Eles então planejaram viajar e Dash conseguiu ficar sozinho em casa. Ao encontrar o Moleskine vermelho com as palavras "VOCÊ TEM CORAGEM?" na capa em sua livraria preferida, ele não tem dúvidas quanto a aceitar o desafio proposto ali por uma garota desconhecida. Ao terminar o primeiro desafio, ele deveria deixar seu e-mail com um dos atendentes para que a dona do caderninho entrasse em contato. Mas ele resolve deixar as coisas mais interessantes e participar do jogo, criando um desafio para ela também. 
A partir daí, Dash e Lily trocarão o caderninho diversas vezes, sempre das maneiras mais inusitadas possíveis e contando com a ajuda de seus amigos e familiares. Além de se desafiarem a cada troca, eles também vão compartilhar seus sonhos, esperanças e sentimentos nas páginas do Moleskine.
Até hoje só dei 4 estrelas para um livro do David Levithan e às vezes repenso essa minha avaliação. "O Caderninho de Desafios de Dash & Lily" demorou um pouquinho para me ganhar, mas depois que isso aconteceu, acabei me apaixonando pela leitura <3

Sou louca pelo Natal, então adorei acompanhar a experiência que eles tiveram percorrendo Nova York e algumas de suas principais atrações, como o museu Madame Tussauds, durante essa época. Acho que o Natal em Nova York deve ser algo muito mágico! #TeamLily
Os desafios vão evoluindo ao longo do livro e me diverti muito com alguns deles. Nas mensagens trocadas no Moleskine, eles não só descobrem mais um do outro, como também passam por uma espécie de autodescoberta. E tenho que dizer que aprendi muito com eles também - gastei metade dos meus post-its marcando passagens do livro. E isso é o que mais gosto nos livros do Levithan. Não há acontecimentos grandiosos ou de tirar o fôlego, mas ele tem uma capacidade de colocar no papel coisas que sentimos e não sabemos como explicar ou que às vezes nem sabemos que sentimos até ler sobre elas. Bom, nesse livro não foi só ele o responsável por isso. Nunca tinha lido nada da Rachel Cohn, mas já vou procurar outros trabalhos da autora!

Fiquei com vontade de perguntar Como é um estranho? Não para ser espertinho ou sarcástico, mas porque eu queria mesmo saber se havia diferença, se havia uma forma de ficar realmente conhecido de alguém, se não havia sempre alguma coisa que fazia você continuar estranho, mesmo para quem você não era nada estranho.

Uma das melhores coisas nesse livro pra mim foi o fato de Lily ser diferente e gostar do jeito que ela é. Mesmo se sentindo deslocada algumas vezes, ela não é aquela personagem que só vai se sentir completa depois que achar o príncipe encantado. Ela quer sim achar alguém para amar, mas não vê isso como a solução para os seus problemas, ou uma maneira de finalmente se aceitar. E achei que tudo que foi construído entre ela e o Dash ao longo do livro foi muito real.

Eu acho que esse é o tipo de livro que você deve ler sem criar muitas expectativas. Apesar que em se tratando de livros desse autor, eu sempre crio rs. Mas mesmo assim fui surpreendida com uma leitura adorável e que entrou para minha lista de livros queridinhos 
Achei a capa muito bonitinha (mas as cores são ligeiramente diferentes da imagem de divulgação) e adorei as orelhas do livro também. As folhas são brancas e sei que muita gente não gosta disso, mas não foi o fim do mundo para mim.

Ah, e junto com o livro veio um caderno muuuuito fofo *-* 
Tô pensando no que vou escrever nele, porque sou dessas pessoas que têm dó de usar cadernos bonitinhos, mas vou descobrir ainda rs.