Esse mês fiquei tão empacada nas leituras que cheguei a achar que seria um desastre. Mas acabei conseguindo terminar o que estava na minha "meta" e foram boas leituras. 

1 - Proibido - Tabitha Suzuma
Esse livro mexeu comigo de um jeito que eu precisei de alguns dias para digeri-lo e me recuperar. Ele é polêmico por tratar do amor entre dois irmãos, mas não foi o primeiro contato com essa temática que eu tive (já tinha lido um mangá e visto um filme). Não, eu não acho que devemos sair namorando nossas irmãs e irmãos, mas eu também não acho que o amor seja algo que podemos classificar binariamente em "certo" ou "errado". Acho que é muito fácil apontarmos o dedo e julgarmos uma situação pela qual não estamos passando. 
O romance entre a Maya e o Lochan em momento nenhum me pareceu errado, nojento ou qualquer outro adjetivo pejorativo que possa passar pela cabeça das pessoas num primeiro momento. Eu apenas achei que faltou um desenvolvimento anterior desse romance, algum indício maior de que ele iria acontecer. Se eu já não tivesse começado o livro sabendo que eles iriam se envolver, provavelmente não teria notado nada além de uma relação muito forte entre dois irmãos até mais que a metade da história. 
Obviamente não achei que seria um livro onde todos viveriam felizes para sempre, mas também não estava preparada para toda a carga emocional contida nele. A história toda é muito intensa e sofrida e não só no que diz respeito ao envolvimento amoroso dos dois. Fiquei muito envolvida com os personagens e queria poder tirá-los daquela situação e cuidar deles (sim, sou meio doida). Gostei muito da Maya, acho que ela foi a primeira personagem que não ficou com aquele mimimi característico de histórias de romance. Ela era forte, decidida e sabia exatamente o que queria. 

"Até relacionamentos emocionalmente violento e adúlteros costumam ser tolerados, apesar do mal que causam aos outros. Na nossa sociedade progressiva e permissiva, todos esses tipos de "amor" daninhos e doentios são permitidos - mas não o nosso. Não consigo pensar em nenhum outro tipo de amor que seja tão unanimemente rejeitado, embora o nosso seja profundo, apaixonado, generoso e forte a tal ponto que uma separação forçada nos causaria uma dor intolerável. Estamos sendo punidos pelo mundo por uma única e simples razão: o fato de termos sido gerados pela mesma mulher."

2 - Um Perfeito Cavalheiro - Julia Quinn
Dos três livros que eu li dos Bridgertons, esse foi o que menos gostei. Acho que foi porque amei o anterior e tô louca pra ler o próximo por ser do Colin (), então acabei achando mais ou menos. O livro é uma releitura da história da Cinderela e traz como protagonistas Benedict e Sophie, filha bastarda de um conde. Não consegui simpatizar muito com o Benedict e a Sophie me surpreendia algumas vezes por seus ideais e por ser decidida, mas ao mesmo tempo ela me irritava por conta daquele mimimi que comentei ali em cima. Foi uma leitura leve e agradável e me ajudou a sair da tristeza profunda que eu me encontrava após ter lido Proibido.


3 - O Símbolo Perdido - Dan Brown
Era o único livro do Robert Langdon que faltava para eu ler e gostei muito. Sei que os livros do Dan Brown seguem mais ou menos a mesma fórmula, mas não me canso deles. A única coisa que sinto um pouco de falta é um maior desenvolvimento dos personagens, mas acho que isso é "compensado" na história. Nesse livro, os mistérios nos quais Langdon se vê inserido envolvem a Maçonaria, fortemente presente na capital dos Estados Unidos, além da Ciência Noética, que mescla fenômenos subjetivos da mente humana com aspectos científicos.
O livro não me prendeu tanto quanto "Inferno", achei o ritmo um pouco mais lento. Mas gostei muito do desenvolvimento do enredo, principalmente das partes sobre a Ciência Noética (até fui pesquisar mais sobre ela quando terminei de ler).

4 - Harry Potter and The Sorcerer's Stone - J. K. Rowling
Acho que Harry Potter dispensa comentários, né? Estou relendo os livros para o projeto literário #NuvemEmHogwarts, mas resolvi fazer isso em inglês. Tenho que confessar que achei que seria mais fácil por já conhecer (e muito) a história, mas apanhei um pouco. Achei particularmente difíceis as falas do Hagrid, porque ele fala de um jeito todo próprio. Não entendi 100%, mas fiquei bem satisfeita por ter concluído esse livro. Não sei se vou dar conta dos próximos que são mais extensos, mas vamos ver. E foi muito bom entrar nesse universo novamente 

5 - O Demônio da Perversidade - Edgar Allan Poe
Segundo conto do projeto #12MESESDEPOE. Ele fala sobre impulsos e pensamentos autodestrutivos que nós temos e os chama de Demônio da Perversidade. No começo tive um pouquinho de dificuldade, mas depois achei sensacional e me identifiquei muito. Principalmente em uma parte que ele fala que quando nós estamos perto de um precipício e dá aquela vontade de pular por mais que você saiba que deve sair de lá. Não sei se sou muito doida ou se isso acontece com mais alguém, mas tenho essas vontades estranhas. De qualquer forma, recomendo a leitura!

E esta queda, este aniquilamento vertiginoso, por isso mesmo que envolve essa mais espantosa e mais repugnante de todas as espantosas e repugnantes imagens de morte e de sofrimento que jamais se apresentaram à nossa imaginação, faz com que mais vivamente a desejemos. E porque nossa razão nos desvia violentamente da borda do precipício, por isso mesmo mais impetuosamente nos aproximamos dela. Não há na natureza paixão mais diabolicamente impaciente como a daquele que, tremendo à beira dum precipício, pensa dessa forma em nele se lançar.

E vocês, como foram de leituras em fevereiro? Leram ou têm vontade de ler algum desses livros que eu comentei? :)