Resenha: Joyland

by - janeiro 03, 2016

Carolina do Norte (EUA), 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.
Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado - e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.
O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Número de páginas: 240
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Idioma: português 
Gênero: Literatura Estrangeira/Suspense e Terror


Esse foi meu segundo contato com Stephen King e o meu preferido 
Antes de iniciar a leitura, eu não sabia o que esperar e acho que isso foi fundamental para eu ter amado esse livro, por isso acredito que a sinopse lá em cima é mais do que o suficiente que vocês precisam saber sobre a história. Aliás, eu recomendo nem ler a sinopse e ir descobrindo do que se trata ao longo da leitura. A experiência será muito mais gostosa dessa forma. As duas únicas informações que considero fundamentais são: o livro se passa em um antigo parque de diversões, o Joyland, e não é um livro de terror. O sobrenatural está sim presente no livro, porém de uma maneira mais sutil do que os fãs de Stephen King estão acostumados, o que fez com que muitos se decepcionassem. Como eu não gosto muito de terror porque sou medrosa, achei isso ótimo hahaha.

O que mais gostei nesse livro foi a ambientação criada pelo autor. O tempo todo eu me sentia como se estivesse em Joyland. Nunca fui muito fã de parques de diversões, principalmente esses que são quase como parques itinerantes porque não considero a coisa mais segura do mundo. Mas a atmosfera do livro era tão agradável que fiquei morrendo de vontade de estar lá de verdade. Ir aos brinquedos, comer cachorro-quente dos quiosques, tentar ganhar os prêmios e até ir ao trem fantasma. Em Joyland, os funcionários "vendem diversão" e sem dúvidas foram muito bem sucedidos nessa tarefa ao longo da história. 





Outro ponto alto do livro foram os personagens. Foram bem construídos, com características muito reais e palpáveis e todos muito humanos, sem serem totalmente mocinhos ou totalmente vilões. Isso é fundamental em uma história para mim, porque acredito muito em uma citação que diz: 

"(...) bem e mal são nomes que se dá ao que as pessoas fazem, não para o que elas são. Tudo o que podemos dizer é que uma ação é boa porque ajuda alguém, ou má porque prejudica. As pessoas são complicadas demais para terem rótulos simples" - A Luneta Âmbar, Philip Pullman

A tristeza e o sofrimento estão presentes em grande parte dos momentos das história, mas achei que foram abordados com muita sensibilidade e por vezes até de uma forma bonita (na medida do possível).  Mas, não é só de tristeza que "Joyland" é feito, muito pelo contrário: li várias partes com um sorriso bobo no rosto. 

Esse livro tem romance, drama, humor, e até suspense com um quê de livro policial, que era algo que eu não estava esperando e fui surpreendida positivamente. Terminei a leitura com aquela sensação gostosa de ter conhecido uma história muito boa e com um leve aperto no coração por ela ter terminado (Manda mais Joyland que tá pouco!). É um livro que já deixou saudades e recomendo muito!

Na minha cabeça essa resenha tinha ficado bem mais legal do que de fato ficou, mas tenho muitos problemas para escrever sobre livros que gosto muito. Espero que eu tenha conseguido passar pelo menos um pouco de todo amor que senti por Joyland

E só uma curiosidade: tava procurando fotos de parques antigos para ilustrar o post e descobri que de fato existiu um parque chamado Joyland nos Estados Unidos, porém em um lugar diferente desse da história. Ele está abandonado e com as instalações já bem deterioradas.







Fonte e mais imagens: aqui

Você também pode gostar de

2 comentários

  1. Stephen King é um dos meus autores preferidos há muito tempo (apesar de eu ter lido poucas obras dele). Eu adoro essa característica dele de criar todo um Universo próprio para os livros - inclusive, muitos dos livros clássicos de terror dele estão conectados de alguma forma entre si ou com a coleção A Torre Negra, de forma que para entender tudo sobre uma história você tem que ler com atenção vários outros títulos. Eu acho isso tão esperto de se fazer!
    Vi várias resenhas ambíguas de Joyland, parece ser um "ame ou odeie", e imagino que isso seja justamente por não ser aquele terror que todo mundo espera. Mas a sua resenha me deixou com muita vontade de ler! Acredito que vou gostar muito do livro, entrou pra minha lista <3
    Sentimentaligrafia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sério?!! Não sabia disso! Eu adoro universos conectados *-* Já fiquei com mais vontade ainda de ler pra ver se eu encontro essas conexões. Também acho sensacional quando o autor consegue fazer isso!

      Pra mim quanto menos de terror, melhor hahahaha
      Apesar que tenho curiosidade de ler os de terror. Só me falta a coragem :(
      Espero que goste quando você for ler <3

      Excluir

Obrigada por comentar!