Em Nova York, o investigador de polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários. Mas nada o preocupa tanto quanto o seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar o seu emprego, algo cada vez mais comum. Pois seu parceiro é um robô. Publicado no início da década de 1950, As Cavernas de Aço é o primeiro romance da consagrada Série dos Robôs de Isaac Asimov, mesclando de forma magistral os gêneros de ficção científica e literatura policial.




Número de páginas: 300
Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Idioma: português 
Gênero: Literatura Estrangeira/Ficção Científica/Policial



Esse foi meu segundo contato com o Asimov e muito melhor que o anterior ("Eu, robô", que tem resenha aqui). "As Cavernas de Aço" mistura ficção científica com literatura policial, acho que não tinha como dar errado, né? Esse é o primeiro romance da série de robôs e já tô louca para ler os próximos!

A história se passa em um futuro em que a humanidade já colonizou diversos planetas e a Terra é apenas mais um dos lares dos humanos e dos robôs, e está longe de ser o melhor deles. Com os avanços tecnológicos e na área da saúde, a população da Terra aumentou exponencialmente e esse crescimento implicou em mudanças radicais na forma de se viver no nosso planeta. Tudo é extremamente controlado. Não existe mais o dinheiro: as pessoas têm direitos a produtos, moradia, transporte, alimentação, lazer de acordo com o papel que desempenham na sociedade. Até o número de filhos que um casal pode ter é determinado por seu status e pela soma do QI do homem e da mulher!

As cidades se tornaram grandes "cavernas de aço", praticamente isoladas do mundo exterior. Tudo é controlado pela tecnologia, o ar é filtrado constantemente e não há quase nenhum contato com o meio ambiente. Por serem fechadas, as cidades são iluminadas artificialmente durante todo o dia e apenas as pessoas mais importantes têm direito a morarem em um apartamento de cobertura onde é possível ver o Sol nascendo e se pondo. O ambiente é tão bem descrito que consegui imaginar cada detalhe dessa Terra futurística e me sentir sufocada por ela. 


Os humanos que vivem em outros planetas são chamados de Siderais e a convivência com os humanos da Terra não é exatamente amistosa. Os Siderais se isolaram quase que completamente da Terra há milhares de anos, sendo praticamente uma nova raça. Os mundos siderais são mais prósperos, mais espaçosos e mais sustentáveis que a Terra e além disso, eles conseguiram erradicar todas as doenças humanas, o que faz com que seus moradores evitem ao máximo o contato com os humanos daqui. 

Se todas essas diferenças já não fossem suficientes para dificultar a relação entre esses mundos, um embaixador dos siderais é assassinado em sua base na Terra e alegam que o assassino foi um terráqueo. Para solucionar esse crime e evitar uma rivalidade ainda maior é decidido que um policial da Terra, Elijah Baley, trabalhará com um sideral. Porém, não um sideral qualquer, e sim um robô, R. Daneel Olivaw. Os robôs são tão ou mais odiados que os siderais pelos terráqueos, o que vai dificultar ainda mais essa investigação. 

Além de ter gostado muito da história, esse livro me fez refletir também. Como não podia deixar de ser, eu amei o Daneel e ficava muito brava quando ele e os demais robôs eram hostilizados pelos humanos. Porém, acho que consegui entender um pouco do motivo de tanto ódio. Se já é difícil "competir" com outras pessoas por um lugar na sociedade e no mercado de trabalho imagina com um robô! As pessoas, por mais habilidosas que sejam, ainda são imperfeitas, já os robôs não. Eles podem fazer tudo que fazemos um milhão de vezes melhor e não precisam de comida, não precisam descansar e nem são emocionalmente instáveis. É uma batalha injusta e perdida. Mas mesmo assim ainda não gosto quando tratam os robôs de maneira cruel porque eles não têm culpa e foram os próprios humanos que os criaram. Fora que eles são tão inocentes, quase como crianças. 


Não gostei tanto assim do Elijah, mas o achei um personagem ok. Acho que ele vai evoluir mais nos próximos livros e tô ansiosa para acompanhar. O mistério foi bem desenvolvido e gostei da conclusão, foi inesperada e crível para mim.

A edição está muito bonita, a Aleph caprichou bastante! A capa é metalizada e acho que combina muito com a temática do livro.



Bom, acho que nem preciso comentar, mas...é uma leitura mais que recomendada!