Resenha: Serial Killers - Louco ou Cruel?

by - outubro 28, 2015

A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da Criminologia, do Direito, da Psiquiatria e da Psicologia, e dedica-se a dissecar este universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a análise do local do crime e a encenação/organização da cena. Na segunda parte do livro, Casoy apresenta em detalhes 16 casos de serial killers que chocaram e marcaram o século XX, entre eles Albert Fish, Ed Gein, Ted Bundy, Andrei Chikatilo, Jeffrey Dahmer, Aileen Wuornos e o Zodíaco, cuja identidade segue desconhecida até hoje. Histórias que habitam as entranhas da humanidade e o que ela tem de pior: frieza, perversidade e falta de sensibilidade que acabam por produzir o mal em escalas inimagináveis.

Número de páginas: 360
ISBN: 9788566636284
Autor: Ilana Casoy 
Editora: Darkside Books
Idioma: português 
Gênero: Literatura Brasileira/Policial

Eu queria ter feito algumas leituras temáticas de Halloween esse mês, mas não consegui por dois motivos: não tive tempo e sou MUITO medrosa. Eu sou uma pessoa bem estranha, porque apesar de ter medo de quase tudo, o Halloween é a minha segunda data comemorativa preferida do ano. Mas, para não passar totalmente em branco, li "O Vilarejo" (resenha aqui) e "Serial Killers - Louco ou Cruel?".


Esse livro faz parte da coleção "Crime Scene" da Darkside Books. Eu tenho também o "Serial Killers - Anatomia do Mal", que já li uma parte mas acabei abandonando a leitura (mas pretendo retomá-la) e "Serial Killers - Made in Brazil", que ainda não li. Sempre me interessei bastante por livros/filmes/programas policiais, então gostei muito desse livro!  

Antes de começar a leitura, imaginei que o livro fosse um pouco diferente, porque não tinha lido a sinopse nem nada sobre ele. Achei que ele seria mais "teórico", como o "Anatomia do Mal" era até a parte que eu li. Apesar de apresentar uma introdução teórica a respeito do mundo dos serial killers, o foco do livro são as histórias dos assassinos em série mais famosos do mundo, funcionando como uma espécie de arquivo policial. (Na capa do livro está escrito "arquivos" bem grande em cima do título, então eu que sou lesada e não percebi do que ele se tratava logo de cara).



A primeira parte traz diversas informações, como os tipos de serial killers, seus principais aspectos psicológicos e comportamentais, como escolhem as vítimas e alguns mitos e crenças, inclusive o que dá título ao livro: Serial Killers são loucos? Um trecho que se destacou para mim nesse capítulo do livro foi o que a Ilana fala sobre empatia. Achei curioso porque sempre ouvi falar/li que esses assassinos não eram capazes de criar empatia pelas outras pessoas, mas não é isso que ela nos mostra.

Quando uma criança começa a provocar outra, notamos imediatamente um novo estágio em seu desenvolvimento: significa que ela já é capaz de se colocar no lugar de outra pessoa, concluir qual atitude sua vai irritá-la e então se utilizar dessa conclusão para aborrecê-la.
Estendendo essa mesma lógica para a mente do serial killer, se ele precisa da vítima humilhada e amedrontada precisa saber como obter esse resultado. É um erro pressupor que o serial killer não sabe criar empatia, uma vez que compreende exatamente o que é humilhante, degradante ou doloroso para a vítima e planeja sua ação para obter dela o que necessita e deseja. 

Já na segunda parte são apresentadas 17 serial killers, com suas histórias de vidas e de assassinatos. Todas as histórias são perturbadoras, mas duas em especial me deixaram mais impressionada, a do Richard Chase e a do Albert Fish. Richard Chase, que ficou conhecido como "O vampiro de Sacramento", dizia que precisava de sangue humano para sobreviver, porque seu sangue estava virando pó. Ele disse isso na instituição psiquiátrica que estava internado e mesmo assim deixaram que saísse. O que ele fazia com as vítimas era extremamente bizarro e envolvia fezes de animais, órgãos expostos e outros terríveis procedimentos.



Já Albert Fish era também pedófilo e canibal, afirmando ter matado mais de 400 crianças por quase todo os Estados Unidos. Fish se aproveitava de sua aparência de um velhinho frágil para cometer os crimes sem levantar suspeitas. Sua vítima mais conhecida foi Grace Budd, de apenas 10 anos. Ele fingiu que daria um emprego para seu irmão (já com a intenção de matá-lo) e foi fazer uma visita a família, como bom patrão. Uma vez na casa, se encantou com Grace e mudou seus planos, dizendo para seus pais que gostaria de levá-la para a festa de sua sobrinha. Os pais, com medo de contrariar o futuro patrão de seu filho, concordaram e Grace nunca mais foi vista. 6 anos depois do crime, Fish enviou uma carta à mãe da menina, descrevendo tudo que tinha feito com ela e ainda as receitas e as comidas que foram preparadas com sua carne.

A última história é a do Zodíaco, um dos casos sem solução mais famosos do mundo, trazendo uma lista dos suspeitos mais prováveis da época. No final do livro há uma seção chamada "Anexos", que traz uma série de dados interessantes, como o número de serial killers pelo mundo, a quantidade de casos sem solução e várias frases do universo serial killer.

Eu não pude impedir o fato de ser um assassino, não mais que um poeta consegue impedir a inspiração para cantar. Eu nasci com o mal sendo meu patrocinador ao lado da cama onde fui 'cuspido' para dentro do mundo, e ele tem estado comigo desde então. - dr. H.H. Holmes. 

Eu recomendo bastante esse livro para quem se interessa pelo assunto. Apesar de não ser uma leitura de conteúdo leve, ela é bem fluída devido a forma de escrever da Ilana Casoy, quase como se ela estivesse conversando conosco.

O livro está extremamente caprichado, como é de se esperar dos livros da Darkside Books. O livro pode ser adquirido separadamente, mas eu comprei o box que vem junto com o "Made in Brazil" e eu recomendo, porque é muito bonito. A capa do livro é brochura, daquele material emborrachado gostosinho de segurar, mas o box é de um material bem resistente.





O interior do livro também traz vários detalhes, como ilustrações e fotos dos serial killers.






Espero que tenham gostado do post e que tenham uma boa leitura!


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4 comentários

  1. Os livros da Darkside são lindos, mas devo confessar que tenho medo de ler livros como esse, porque fico impressionada muito fácil.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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    1. Esse livro é meio pesadinho mesmo. Mesmo eu me interessando pelo assunto, me senti mal várias vezes e interrompi a leitura ><
      Beijos!

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  2. Meu, eu quero MUITO esses livros. Sério <3
    E a plaquinha da Daiso <3 eheheh
    A Bela, não a Fera está passando por reforma, enquanto isso acesse
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    1. Eles valem muito a pena, ainda mais com a edição super linda e caprichada <3
      Hahaha, muito fofa essa plaquinha né?! Queria ter ido comprar mais coisinhas de Halloween lá, mas não consegui :(

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