Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.






Eu estou mil anos atrasada com essa resenha, mas como esse foi um dos livros que mais me surpreendeu esse ano, quis escrever mesmo assim. Acho que provavelmente todo mundo já conhece a história desse livro e/ou já viu o filme, mas caso alguém não conheça ainda, espero que sinta vontade de fazer isso após ler esse post. Se quiserem ver minha opinião completa, é só continuar lendo...

                                   
Número de páginas: 288 
ISBN: 9788580572261
Autor: John Green  
Tradutora: Renata Pettengill
Editora: Intrínseca  
Idioma: português 
Gênero: YA - Ficção Realista - Literatura Estrangeira
★★★





Tenho que admitir que eu tinha um preconceito muito grande com esse livro antes de ler, porque achava que seria mais uma história super clichê, melosa e mega dramática e porque não aguentava mais ver aquelas nuvenzinhas com "Okay, Okay" em todo lugar. Um pouco antes do filme estrear, porém, me deu vontade de ler mesmo achando que eu não iria gostar. Mas estava totalmente enganada: devorei o livro em menos de 2 dias. E apesar de não ter chorado litros, eu chorei sim, e isso é meio raro pra mim em livros/filmes.

Eu acho que não compensa muito falar sobre a história, porque como eu falei, acho que todo mundo já conhece, então vou me ater mais às minhas impressões. Por isso, a resenha vai ficar bem pequenininha. Como o livro é narrado em primeira pessoa, conhecemos profundamente a Hazel, seus pensamentos, suas vontades, seus medos, o jeito que ela lida com a doença. E eu a achei uma personagem incrível, me apaixonei pelo jeito dela pensar e pela ironia e até uma certa leveza com que ela trata alguns assuntos complicados e tristes.

Também me encantei pelo Augustus e pela relação dos dois, não só romanticamente falando. Apesar do óbvio interesse que demonstra por Hazel, eles não ficam só em flertezinhos ao longo do livro e naquela mesmice de sempre. Acima de tudo eles são amigos e essa amizade é muito gostosa de acompanhar. Claro que também tem o lado fofo e romântico dos dois, que por sinal achei super bonitinho e li com um sorriso besta no rosto porque também tenho meu lado menininha. Mas o que mais gostei dessa parte romântica é que ela não foi aquela coisa idealizada de contos de fada, foi um romance real, com muitas coisas boas, mas também com dificuldades e inseguranças, e não necessariamente ligadas ao câncer.

O livro também é cheio de passagens ótimas e que nos fazem refletir sobre muitos aspectos de nossas vidas. Ele é muito mais que uma história sobre uma menina com câncer terminal. Então quem não leu ainda, vale muito a pena dar uma chance! Ah, também gostei bastante do filme, achei que ele captou bem a essência do livro (◕‿◕)


"O mais estranho nas casas é que quase sempre elas dão a impressão de que não tem nada acontecendo do lado de dentro, embora a maior parte das nossas vidas seja passada lá. Fiquei me perguntando se esse seria mais ou menos o objetivo da arquitetura."